Home Biografia Novidades Vídeos Na Mídia Contato
Comunidade do Orkut
MySpace
Visite meu Blog

Vídeos
Fábio Rabin / PadreFabio Rabin - Terremoto / RonaldoBeijo na Boca ou Tapa na Cara 6Tropa de EliteMédicos

Blog & News
Pânico na TV
 

Por Fábio Rabin, em 29-03-2008 19:33

Visualizado : 18260

  Após meses de silêncio tenho o orgulho de dizer que o quadro que estou gravando desde o ano passado vai ao ar.

  É o "Silveira e Silveirinha" ou "Na Madruga", totalmente diferente de outros quadros da televisão mostra os dois lados do artista, com a câmera ligada e desligada. 

  Os Silveira são dois irmãos que tem uma produtora independente financiada pelo pai. Eles precisam conseguir entrevistar as celebridades para conseguir alguma audiência para a "Tv Comunidade de Campinas", uma tv fantasma...a partir daí aprontamos muitas confusões com diversos artistas e esperamos que esta curta série divirta os espectadores do Pânico na Tv e apreciadores do bom humor de um modo geral.

  Começa agora, não percam, domingo as 20:30 no Pânico na Tv e reprise na sexta feira as 23hs.

Comentários Linkar artigo Imprimir Enviar para um amigo Tag para del.icio.us Leia mais...
Release

Fábio Rabin

Desde pequeno Fábio Rabin tinha sua veia cômica ressaltada; não de propósito, como na maioria dos casos, mas sim, por ser uma criança estranha. Tinha preferência por brincadeiras muito pessoais, como mentir para os seus amigos, dizendo que sua mãe usava peruca, ou fingir para os pais que quebrou o braço para faltar na escola, fazendo inclusive o médico acreditar nele, apesar da radiografia mostrar o inverso. O ápice disso aconteceu quando o mandaram para uma terapia, por ter fingido durante um mês ser retardado mental depois de sofrer um tombo de bicicleta, no qual desmaiou, isso um dia antes de uma prova de física. Mas a melhora teria que ser gradual, então durante um mês ele babava e falava torto para seus pais, amigos e professores que, inocentes da verdadeira situação, sofriam com o estado de saúde fictício que o garoto inventou.

 

Fábio Rabin começou sua carreira de ator em 2002, após voltar de uma viagem para a Austrália, onde apenas pegava ondas e fingia que estudava; e pensou no que o poderia fazer tão feliz quanto naqueles dias. Sua irmã era a essa época já, atriz de teatro e o introduziu nesse círculo. Então Fábio começou a fazer uma oficina de interpretação na FAAP com o conhecido ator Otávio Martins. Fábio Rabin se destacou na comédia que montaram ao fim da oficina e resolveu levar a profissão a sério (na medida do possível), fazendo 3 anos de curso profissionalizante no Indac, montando diversas peças e participando de diversas oficinas, como de circo, mímica, cinema e televisão. Participou de curtas metragens e peças sempre se destacando em qualquer gênero. Mas a sua veia natural era cômica. E ao sair do teatro precisava ganhar dinheiro e sobreviver.

 

Fábio Rabin começou a fazer um show de piadas e personagens no Bexiga e após conhecer o stand up comedy resolveu escrever seus textos de stand up em 2003. Como na época seu show era de domingo, ficava impossível ele se apresentar no clube ou dar qualquer tipo de amostra desse trabalho.

Fábio Rabin veio de uma escola de teatro e mais do que isso de arte, o Indac, e aceitava o desafio das platéias pequenas, mas jamais o de não crescer artisticamente, assim, lá ele trabalhava sozinho. Além disso, se apresentava em casas, em happy hours de gente mais velha que apreciava seu trabalho. Ainda era muito pouco. Foi quando se arriscou no stand up e logo de cara encontrou sua praça.

Com o tempo Fábio Rabin ganhou a confiança de shows como: Trestosterona, Deboshow, Clube da Comédia, Cabaré do Diogo Portugal, Santa Comédia (Curitiba), Clube de Comédia em Pé (Rio de Janeiro), chegando até a fazer algumas vezes shows solo em Florianópolis, São José do Rio Preto, além de eventos por todo o país. Perceberam então que poderia abrir um novo show grande de comédia stand up, um dos melhores do país. E criou, ao lado de  comediantes e parceiros o Comédia ao Vivo, que tem crescido tanto que estão a 1 ano em cartaz no Teatro Renaissance, um dos mais glamurosos de São Paulo e no pomposo bar Tom Jazz.

  Seu trabalho de comediante tem crescido muito e ultimamente foi escolhido entre diversos comediantes e atores para ser o repórter do "Fim de Festa", uma campanha do IG que teve inúmeros acessos na Internet. Também foi escolhido pelo grupo "Parlapatões" como seu representante de comediante stand up, fazendo show numa arena de circo no "Circo Roda Brasil" ao lado de diversas atrações deste meio. Além disso, foi o mestre de cerimônias do espetáculo "Pega Humor Pega Geral" apresentando os grupos de comédia que mais se destacaram no ano para os Parlapatões. Fábio Rabin também foi escolhido para ser um dos garotos propaganda da Bavaria Premium realizando cerca de 4 shows semanais só em São Paulo, além das noites do Comédia ao Vivo. A convite do humorista Diogo Portugal, curador do Risorama, o maior Festival de Humor da América Latina, que reúne a nata do humor atual do Brasil.

Fábio Rabin fez a temporada 2008 do Pânico na Tv e na radio onde desempenha o papel de Silveira no quadro Na Madruga e Beijo na Boca ou Tapa na Cara.  Recentemente realizou a campanha da ESPN Brasil para as Olímpiadas de Pequin no site da ESPN. Também já se apresentou na Hebe e realiza eventos para diversas empresas.

Em 2009 foi chamado para trabalhar na MTV ao lado de seus atuais companheiros de show, Marcelo Adnet e Daniela Calabresa. 

 
Meu avô
 

Por Fábio Rabin, em 02-03-2008 22:42

Visualizado : 30440



  Fiquei pensando na diferença entre publicar coisas da minha vida aqui ou apenas comentários profissionais e a conclusão foi: -Dane-se eu sou um comediante stand-up e se não falasse da minha vida provavelmente não teria um emprego.

  Meu avô faleceu...faleceu não porque isso é coisa de gente culta ele morreu mesmo porque essa palavra é mais parecida com morte e dá o real tamanho da tragédia que me representa.

   Seu nome é Henrique Rabin, nascido em Alagoas, médico, criado no Rio de Janeiro na época de Getúlio Vargas, o primeiro representante médico do Brasil na época da segunda guerra mundial. Seu pai, José Rabin trouxe ao Brasil ninguém menos que Clarice Lispector a nobre escritora que tem no conto "Feliz Aniversário" supostamente o retrato de minha bisavó. Falo isso pra que antes de entrar em asneiras compreendam que este nome deve ser guardado não por estes belos fatos mas por sua marcante personalidade que vou descrever em alguns momentos que tivemos juntos.

   Eu me lembro de ser pequeno e ele com seus 1,90 de altura já grisalho, careca porém com a mão mais pesada que já me acariciou. Eu pensava que estava tomando um soco na cabeça, mas era o peso de suas mãos acariciando meus cabelos. Um dia enternecido me disse: -Garoto, você pode ser o que quiser ser na vida! Tenho certeza que irá conseguir se dar bem no que escolher! Eu desejo sinceramente que todo mundo tenha ouvido esta frase um dia. Te dá muita tranquilidade, principalmente quando você vai mal na escola e não vê tantas boas escolhas para o futuro. Eu não queria ser nada, mas tinha certeza que deveria escolher algo especial pois segundo meu avô eu faria bem.

  Eu tinha orgulho de ser neto do Doutor Henrique, não apenas porque me paparicava como neto, mas porque era o único, ao lado de sua esposa e amor da sua vida, Beatriz Rabin que conseguia aquietar o ânimo de minha mãe e meus tios. A hierarquia era assim: Minha mãe mandava em mim, meu avô na minha mãe, logo ele era meu ídolo.

  Que tipo de doutor era ele? Naquela época tratava-se de tudo. Menos especialização e mais medicina no sentido mais amplo e se é que posso dizer, romântico da profissão. Pra mim, médicos são heróis de branco. E aqui vão 3 histórinhas pra entenderem que tipo de médico era ele.

   Uma vez fora chamado para uma aldeia no interior do país. Na expedição tinha a função de levar a cura para regiões mais carentes do país ao lado de outros médicos. Contou que viu uma penumbra de longe de lá se ouviram cantigas tristes...era uma missa, mas não de morto, de moribundo. Ele entrou no que parecia ser uma capela e viu o corpo de um garoto, cercado de velas e pessoas que choramingavam sua perda. Apresentou-se como médico e após alguma conversa tirou de sua mala um líquido, mais conhecido como uma espécie de laxante que fez com que o menino em alguns minutos se levantasse e fosse correndo para o mato. Lá ele defecou não apenas seus vermes como a sua enfermidade.

  Outra vez meu avô contou: -Fiz um parto, mas um parto irritante! -Como assim vovô?Indaguei. Ele respondeu: -A mãe gritava tanto que se contraia e sufocava o bebê bem no momento de seu nascimento! E o que fez vovô? Perguntei de novo. Ele respondeu: -Dei um tabefe nela! Quando sentiu a dor do tapa relaxou e a criança pôde nascer! Anos depois ela ainda me agradece! E se ria de prazer com a história.

   Com essas e outras eu, como todo garoto influenciado por filmes norte-americanos não podia deixar de desejar ser herói, ou ao menos coadjuvante e sempre desejei estar presente ao lado de meu avô quando alguma garota popular passasse mal para que ele a salvasse. Um belo dia isso aconteceu!

  Eu tinha 9 ou 10 anos e estava no meu prédio brincando no parquinho com as outras crianças, quando a garota mais popular do prédio, uma loira alta com seus 15 anos de idade prendeu o pé no centro do gira-gira e continuou a rodar. Todos ouviram o estalo de sua perna e seu grito de dor. Sua perna ficara presa e sua calça tinha o azul coberto por sangue em sua expressão a dor, na expressão das outras crianças o horror e na minha...bem na minha...o doutor!

  Meu avô tinha negócios a tratar em São Paulo e vinha para uma rápida visita. Eu fiquei quase alegre com o acidente e disse ansioso: -Acalmem-se todos! Meu avô é o melhor médico que há! Vejam bem...eu com 10 anos estava dizendo a cerca de 20 crianças e adolecentes de até 17 anos que eu possuía a solução do caso. E disse: -Não saiam daqui... meu avô irá salvá-la.

   Enquanto a menina ficava embaixo do gira-gira gemendo de dor e todos esperavam pela minha chegada com o super homem eu subia ansioso o elevador e ao abrir a porta quase matei a todos do coração gritando: Vôoooo tem uma menina machucada! O senhor precisa salvá-la! Sem nenhum susto ele se levantou e calmamente segurou sua grande mão na minha e desceu comigo para o socorro.

   Eu ainda vejo a cena...todos me olhavam com os olhos brilhando, eu e a figura enorme de meu avô andando de mãos dadas como dois anjos que iam proteger a vida de quem precisasse e eu apenas pegava carona neste sonho. Meu avô parou na frente da menina que gemia de dor, olhou friamente o quadro, sem tocá-la, sem nada e todos aguardavam ansiosamente sua ação. Foi quando ele depois de 5 segundos de análise disse: -É...vai ter que operar! Virou as costas e foi embora! Subiu para casa...sem mais nem menos e eu fiquei com a maior cara de tacho, sendo olhado pelos olhares criminosos de meus amiguinhos. Jamais senti tamanha vergonha!

  Após a chegada dos bombeiros, médicos e sua ida para o hospital veio à notícia. Ela realmente tinha que operar. Mas para isso rasgaram sua calça e tiraram uma radiografia. Ele apenas a olhou sem tocar e tirou seu raio X de anos de experiência. O fato é que ele realmente não poderia tocá-la. Logo voltei a sentir um orgulho maior ainda dele.

  Este era meu avô, meu querido avô, que aos 80 anos caiu de um ônibus em movimento, levantou e continuou caminhando, que aos 90 descobriu um câncer na língua e foi privado do maior prazer de um idoso...comer...mas ele ainda ficava feliz escutando música clássica e sobreviveu a duras sessões de radioterapia, jamais chorou, jamais pediu morfina, mas deram a ele porque senão ele morreria sufocado numa cama de hospital.

   Vovô, eu queria ser mais homem e estudar a cura desta doença horrível que te levou, eu queria ter passado mais tempo com você, hoje minha profissão é fazer rir, e eu só consigo porque um dia você me disse que eu podia ser o que quisesse. Sabe do que mais...eu quero ser seu neto pra sempre e não importa o que eu fizer daqui pra frente, dedico todas as coisas boas ao senhor, pelo homem que você era. Te amo. Abrace minha vó e diga a ela que também a amo tanto quanto o senhor. Não sei se tem internet no céu...só se eu assinar SKY!

  Dói tanto não ter você aqui! Que teu nome seja lembrado por tudo o que o senhor fez. Eu tenho orgulho de ser um Rabin.


Comentários Linkar artigo Imprimir Enviar para um amigo Tag para del.icio.us Leia mais...
Shows
 

Por Fábio Rabin, em 29-02-2008 16:14

Visualizado : 14880

   É isso ae galera parabéns a Margot que fez meu site ficou show de bola! Minha mãe deveria aprender a criar coisas direito como você...

   Neste news vou postar alguns acontecimentos de shows e carreira por exemplo:

   O Comédia ao Vivo fez um show em Mogi na quinta feira passada. Viajamos dentro de uma Kombi e eu imaginei: -Mais uma roubada! Mas quando chegamos o camarin estava repleto de frutas e bebidas a vontade e o melhor...a platéia tinha 600 pessoas...sabe quando você faz amor com um anjo? Então não foi assim, mas foi um show animal. 

   Sábado teve Trestosterona e Clube da Comédia no Folha...ambos como convidado. Mais uma vez me diverti demais. Já a platéia não!

   Segunda Comédia ao Vivo sempre em moema e ontém voltei de Campinas, um dos melhores públicos que já vi na vida! Inclusive tive 1 ataque de riso no meio do show porque a platéia tava tão espontãnea que vi graça neles...pode? Um comediante que ri! É a mesma coisa que um médico que fica doente! Mas...já que sou doente por comédia ficamos por isso mesmo!

   Claro que não vou escrever sobre todos os shows, apenas sobre alguns. E confesso que ando meio sem dormir por causa de novidades que devem pintar no meu próximo news! 

Comentários Linkar artigo Imprimir Enviar para um amigo Tag para del.icio.us Leia mais...
«« Início « Anterior | 1 2 | Seguinte » Final »»

Resultados 6 - 10 de 10